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Setembro de 2014

Nova diretoria da Abigraf toma posse com desafio de reverter retração do setor

Dirigentes lançaram a Carta da Indústria Gráfica à Nação, com propostas para o desenvolvimento do País e a retomada econômica do setor. Documento será endereçado aos candidatos à Presidência nas eleições gerais de 2014.

Tomou posse dia 5 de junho, em Brasília, a nova diretoria executiva da Associação Brasileira da Indústria Gráfica – Abigraf. Eleito presidente da entidade, o empresário gráfico paulista Levi Ceregato terá o desafio de combater a retração na produção da indústria gráfica brasileira, que no ano passado teve queda de 6%, pressionada por um déficit comercial de quase 280 milhões de dólares.

“Somos cerca de 20 mil empresas, 40 mil empresários e 219 mil trabalhadores. Em 2013, geramos um faturamento de 44 bilhões de reais, um por cento do PIB nacional. Tais números não nos dão o direito de sonhar com um Brasil melhor? Com certeza, as dimensões de nosso setor nos impõem o dever de lutar por isso!”, declarou Ceregato na cerimônia de posse, realizada na sede da Confederação Nacional da Indústria – CNI, em Brasília.

A Abrigaf também usou a oportunidade para lançar a Carta da Indústria Gráfica à Nação 2014, documento de dez pontos que reivindica, entre outros pleitos, alíquota zero de PIS/COFINS para impressão de livros e fim do conflito tributário entre ICMS e ISS no setor gráfico. Este último já encontra-se na pauta do Congresso por meio do Projeto de Lei 366/2013, aprovado pelo Senado e em tramitação na Câmara dos Deputados.

A Carta será entregue aos candidatos à Presidência da República e aos demais cargos eletivos nas eleições gerais de 2014.

Comprometida desde sua origem com o acesso ao ensino e à informação, a Abigraf foi a primeira entidade empresarial a defender publicamente, em 2011, a destinação de 10% do PIB brasileiro à educação – proposta já em fase de sanção presidencial no âmbito do Plano Nacional de Educação, aprovado nesta terça-feira, 3 de junho, pela Câmara dos Deputados.

“Nosso país precisa de um parque gráfico forte, pois a comunicação impressa educa, informa e é uma das bases da qualidade no ensino”, afirmou Ceregato, acrescentando: “E um povo mais culto e integrante da chamada sociedade do conhecimento cuida melhor de sua saúde, valoriza a educação, repudia a violência, a discriminação e a intolerância, tem mais produtividade no trabalho, consciência cívica, política e ambiental. A tinta sobre o papel é a base das mídias civilizatórias!”

Representatividade

A posse contou com a presença de dirigentes da Abigraf em diversos estados brasileiros – aspecto que ressalta a unidade nacional da indústria gráfica em torno da escolha de Ceregato.

Representando a CNI, o primeiro diretor secretário da entidade, Paulo Afonso Ferreira, parabenizou a escolha de Brasília para a realização do evento. “Nós queremos abrir mais espaços para as associações nacionais virem à Brasília, porque é aqui que estão as oportunidades para mudar o Brasil”, disse Afonso Ferreira. “A Abigraf deve aproveitar essa presença e usar sua inteligência para negociar as soluções para os problemas que afetam a indústria.”

Além da Abigraf, CNI e demais entidades empresariais, o evento desta quinta-feira contou com a presença de diversas autoridades legislativas. A lista incluiu os senadores Ana Amélia (PP-RS) e Casildo Maldaner (PMDB-SC); os deputados federais Vicentinho (PT-SP), Fabio Ramalho (PV-MG), Mendonça Prado (DEM-SE), Osmar Serraglio (PMDB-PR), Hugo Napoleão (PSD-PI) e Paes Landin (PTB-PI); e os deputados estaduais Paulo Correa (PR-MS) e Fernando Capez (PSDB-SP).
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